Escada Próximo a escada há um aviso a total nível da compreenção humana ; " Proibido colocar objectos nos degraus da escada " , ler muitas vezes se torna o humilde ato de decodificar palavras e ao mesmo tempo a digníssima necessidade de se tomar conhecimentos de fatos evidentes , neste caso um aviso .
A norma exposta seria respeitada , se um descuidado e insensível motociclista não vinhesse a pendurar seu capacete na aste que sustenta a placa , inibindo assim as valiosas letras e violentando brutalmente os que agora abstêm-se do que era de direito , enxergar .
As letras são e devem ser interpretadas assim também como as milhares de incognitas que a vida nos dá , que estão à mercê dos ouvidos , dos lábios , da sensibilidade , permanecem e continuam intermitentes " clamando " nas entre-linhas ,que, jaz o afável agora , sádicas . Nas ruas e caminhos pedregosos , num jardim que brota a flor , em um solo rochoso , no sol que arde e queima , no fogo que refina o ouro , nas balas que estraçalhão vidas , nas primaveras conquistadas . Nos invernos e secas , tudo está à mercê , de agora , não se sabe mais de que e nem de quem , porém em volta podemos olhar/nos ver .
Diante do aviso temos um homem , um ser , um fato , uma mão que não desrespeitou a placa , mas proibiu todos de respeita-la , ate então uma mão inocente/proposital , no entanto inocente , agora , pois temos uma legião de culpados , de culpados inocentes , culpados desavisados , culpados que pagam e sofrem por uma cegueira covarde não de nascença , mas imposta covardemente pelos homens , uns aos outros , criarão a lei da imperfeição , que nunca é infligida , a lei que entristece o próprio planeta . a lei que mata a lei que cega a lei que destrói .
Não temos uma placa que proíba outras placas ( proibido cegar ) .
Aqui ! jaz agora o sonho de felicidade .
( Rangel Vasconcelos da Rocha )
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